Publicado por: União das Mães | 12/24/2009

ANO SACERDOTAL E O JUBILEU SACERDOTAL DO PADRE JOSÉ KENTENICH

O PAPA BENTO XVI CONVOCA O ANO SACERDOTAL

A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos – disse o Papa na homilia; de ministros que ajudem os fieis a experimentarem o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas.

Até junho de 2010, a Igreja no mundo celebrará o Ano Sacerdotal convocado pelo papa Bento XVI. Com o tema “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do sacerdote”, a convocação aconteceu por ocasião do 150º aniversário da morte do padre francês, São João Maria Vianney, proclamado pelo papa, padroeiro dos sacerdotes de todo o mundo.

Segundo expressou Bento XVI aos membros da Congregação para o Clero, o objetivo deste ano é, “ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea”.

Este tempo tem também por intenção, segundo as palavras de Sua Santidade, “contribuir para fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um seu testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”.

ANO SACERDOTAL

“Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote.”

Chamado por Deus,

Consagrado a Deus,

Enviado por Deus.

O sacerdócio “é o amor do coração de Jesus”.  (Papa Bento XVI)

Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e produzirdes fruto e para que vosso fruto permaneça.” (Jo 15, 15-16)

Os ordenados são consagrados para serem, em nome de Cristo, pela Palavra e pela Graça de Deus, os pastores da Igreja. O sacramento da ordem foi instituído pelo próprio Jesus. Para pregar o Reino de Deus escolheu 12 apóstolos, formou-os e na última ceia, depois de instituir o sacramento da Eucaristia, Jesus acrescentou: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19.)

A Igreja vive essas palavras como um momento da instituição do Sacramento da ordem, a graça do Espírito Santo, própria do Sacramento da Ordem, é a da configuração a Cristo Sacerdote, Mestre e Pastor, do qual o homem ordenado é constituído ministro.

A ordem imprime uma marca espiritual, indelével, que configura o ordenado para cumprir sua missão de sacerdote, profeta e rei.

O Sacerdote assimila o seu “EU” ao de “Jesus Sacerdote” sob a ação do Espírito Santo para imitá-lo na mais completa auto-doação.

Não há Eucaristia sem sacerdote, nem sacerdote sem Eucaristia. Por isso é dever de todo o cristão batizado rezar por seus sacerdotes e por novas vocações, porque Jesus disse: “A messe é grande e os operários são poucos”. (Lc 10,1-9)

Sagradas e abençoadas são as mãos dos sacerdotes que sob a transfiguração do pão e do vinho, Jesus se faz alimento para poder estar em cada um de nós. É o nosso verdadeiro alimento da alma e do corpo.

Somente as mãos abençoadas dos sacerdotes, através de seu ministério, nos dão este “Pão da Vida e só seus lábios pronunciam em nome de Cristo o perdão dos pecados”.

O sacerdote em seu ministério é a presença de Cristo no meio de nós. Assim, precisamos respeitá-los, amá-los e rezarmos para que esta missão que lhes foi confiada por Deus seja fecunda e converta  muitos Cristãos para o Reino de Deus.

Devemos ao sacerdote respeito, cuidado especial, carinho e amor.

Costuma-se designar o sacerdote como Homem de Deus, e no tempo atual que a humanidade está tão marcada pela falta de fé e dos valores morais e espirituais, o sacerdote tem como missão , ser exemplo vivo da figura de Cristo e resgatar muitas ovelhas perdidas.

O sacerdócio deixa-se absorver inteiramente pela pessoa de Cristo e sua missão que faz parte do ideal sacerdotal é tornar-se servo de Cristo na ordem do ser e do agir. É prova de uma doação total de si mesmo praticando o maior mandamento de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”. (Jo 15, 12)

Vocação é graça, e graça é a participação da vida em Cristo. Por isso, o sacerdote quer tornar-se anunciador da graça em sua vida sacerdotal.

JUBILEU SACERDOTAL DO PADRE KENTENICH

Sempre inserida na vida da Igreja, a Família de Schoenstatt se inclui neste ano de modo especial. Entre o dia 8 de Julho de 2009 a 8 de Julho de 2010 a família de Schoenstatt do Mundo inteiro celebra o Centenário da Ordenação Sacerdotal do Pai e Fundador – Padre José Kentenich.

100 ANOS DE SACERDÓCIO DO PE. KENTENICH – (1910-2010)

No dia 08 de julho de 2010 celebraremos o centenário da ordenação sacerdotal do Pe. José Kentenich. Para os sacerdotes e leigos da obra de Schoenstatt esse jubileu é motivo de graça e gratidão pela fecundidade de seu sacerdócio.

Com a proclamação do ano sacerdotal pelo Papa Bento XVI de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, nos sentimos alegres e entusiasmados a falarmos um pouco sobre a vida do Pe. Jose Kentenich, que tanto nos enriqueceu com sua sabedoria e com seus ensinamentos, sendo sempre fiel a Cristo e ao seu sacerdócio.

Vivendo em uma época de guerra e sofrimento não desistiu de sua missão e de mostrar a todos que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida e que por Cristo, com Maria, no Espírito Santo, ele venceria todas as tribulações e todos os sofrimentos que viveu durante o seu sacerdócio, até mesmo, as incompreensões pelo seu modo de pensar e agir.

E foi com essa fé na vitoriosidade do Pai e na Providência Divina que hoje, comemorando este Jubileu, sua obra se tornou fecunda, santificando, convertendo e formando muitos homens para Cristo.

Sua fé na Mãe de Deus foi tão grande e perseverante que em toda a sua vida se consagrou e confiou nos cuidados maternais de Maria: “Um servo de Maria jamais perecerá”.

“Tudo que sou e tenho devo à Mãe de Deus”.

Ensina-nos também que devemos estar voltados para as coisas de Deus: “com o ouvido no coração de Deus Pai e as mãos no pulso do tempo”, devemos praticar nossa missão com ardor missionário, fé na divina Providência e conectados a Deus pela oração: “Quando se reza tudo está em ordem quando se deixa de rezar tudo está perdido.”

Seus ensinamentos de sacerdote profético estão fundamentados no Evangelho e hoje ajuda muitas famílias a buscar sua santidade e salvação, tornando-os discípulos e missionários de Jesus Cristo.

O fundador da Obra, Pe. José Kentenich, teve como prioridade colocar a obra de Schoenstatt ao dispor da Igreja, em unidade com a Igreja e por amor à Igreja.

Nosso Pai Fundador diz que para um sacerdote a base da clarividência, da ousadia e da certeza de vitória é a fé na Providência. É estar voltado para a realidade sobrenatural de que Cristo se manifesta em nós.

“Como o Pai me enviou eu também vos envio”. (João 20,21)

A missão sacerdotal remonta a Deus Pai em Cristo e por Cristo. O sacerdote é inserido na corrente de sua missão e deve continuar até o final dos tempos a missão de Jesus, como exemplo de nosso Pai Fundador, Pe. José Kentenich.

“DILEXIT  ECLESIAM”

AMOU A IGREJA

Bertha Vieira Freire – 3º Curso

PALAVRAS DO PE. KENTENICH NO ANO SACERDOTAL

Recentemente foi lançada uma coletânea de textos do Pe. Kentenich sobre o sacerdócio, intitulada “Chamado por Deus, consagrado a Deus, enviado por Deus”, organizada pelo Pe. Peter Wolf. Traz à página 39 o título da obra. Ele mesmo nos fala sobre a vocação sacerdotal.

Chamado por Deus: Ele afirma que o mundo atual ignora Deus e que foi esse Deus que o chamou. Ele os escolheu. É uma vocação reconhecível e eficaz, pois foi necessário superar obstáculos até chegar ao término de sua formação.

Consagrado a Deus: Ele afirma que Deus bradou, não só chamou, tocou, inspirou, mas bradou: “Serás meu” e a resposta foi: “Aqui estou.”

Enviado por Deus: Os sacerdotes não são apenas chamados e consagrados, mas enviados por Deus. Então significa que eles têm uma missão! Esse trabalho exige o tudo até a própria vida. O Pe. Kentenich afirma ainda: “Nesses dias, queremos aprender de novo a glorificar até ao heroísmo, através de nosso ser e agir, esse Deus que envolve tão imensamente nossa vida e nos rodeia de amor”.

(Cf.Wolf, P. (org.) Trad.: Maria da Graça Sales Henriques. Cf. Chamado por Deus, consagrado a Deus, enviado por Deus. Santa Maria: Sociedade Mãe Rainha, 2009. p. 39-44).

Na mesma obra: “Cristo, único Sacerdote”.

“…Cristo não se situa exclusivamente do lado de Deus nem do nosso lado. Ele é Deus e é homem. Por natureza, encontra-se no meio. Ele se encontra tanto do lado de Deus como do nosso lado.  Ele une, em admirável harmonia, opostos aparentemente inconciliáveis: o Deus eterno e a pequena criatura. A “unio hypostatica” constitui para ele a ordenação sacerdotal; o momento da encarnação foi o momento de sua ordenação sacerdotal. A grandeza do sacerdote consiste na perfeita inserção na união hipostática do Homem Deus. A grandeza de nosso sacerdócio nos faz estremecer, desperta em nós o respeito. Cristo é o único Sacerdote igualmente em seu atuar. Ele é Mediador. Ele nos traz os bens de Deus: a luz, a vida, a graça . Pela união de sua Pessoa Divina com a natureza humana presta glória e louvor infinitos a Deus…”

O que acrescentar a um texto tão fiel, tão profundo e real? Cristo é, essencialmente, a encarnação de Deus, a Eucaristia, o corpo e o sangue divino, o qual se faz alimento no momento da consagração.

Para que possamos entender melhor todo o mistério, toda a mística de Cristo, precisamos conhecer melhor Jesus, ler frequentemente a Sagrada Escritura, amar mais a Jesus. E isso é possível com maior intensidade  na Santa Missa, antes, durante e depois da sagrada Eucaristia, onde devemos dialogar a sós com Ele e após a Celebração, escutar suas palavras: “Simão tu me amas”?

Precisamos amar  Jesus pessoalmente, de coração. Comungamos do atuar e dos objetivos de Cristo e o objetivo de seu atuar era a glória de Deus Trino. Nada pode desviar-nos de nosso ideal de santidade centrado na Trindade.

Nosso Pai Fundador viveu incondicionalmente esta união com Cristo e com a Igreja. Através de seus ensinamentos, ele nos mostrou seu grande amor pelas coisas de Deus e foi integralmente exemplo de homem verdadeiro e sacerdote fiel.

Segundo ele, Cristo deve tomar forma em todos, para que todos alcancem “a medida da estatura da plenitude de Cristo”.

Paulo designa o sacerdote como servidor de Cristo, servidor de Deus, servidor dos homens.

Palavras do Pe.Kentenich: ” Não existe outro sacerdócio a não ser em Jesus Cristo”.

Para todos os sacerdotes, o ano sacerdotal que a Providência inspirou ao Santo Padre proclamar, é sem dúvida, um ano de graças pela santidade e fidelidade dos sacerdotes. O mundo necessita deles não apenas exemplo, mas fidelidade e santidade.

Suely  L. C. Bayerlein – 3º Curso

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Responses

  1. Ótimos textos, parabéns!!!


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