Publicado por: União das Mães | 04/29/2011

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011

A Campanha da Fraternidade faz um apelo à humanidade: A salvação, não só da vida humana, mas de toda a OBRA de DEUS.

A Campanha da Fraternidade é promovida anualmente, no Brasil pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) durante a quaresma.

Seu objetivo é conscientizar e despertar a solidariedade dos fiéis para um problema social concreto que envolve toda a sociedade.

Tem caráter ecumênico, foi aceita e assumida também por boa parte dos cristãos não católicos.

Este ano a Campanha da Fraternidade tem como objetivo geral a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas; motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema de como preservar as condições de vida no planeta.

Entre os objetivos específicos, podemos citar: mobilizar pessoas, comunidades, igrejas, religiões e sociedades para assumirem na construção de alternativas para superação dos problemas socioambientais, propor atitudes e comportamentos e práticas  fundamentados em valores que tenham a vida com referência no relacionamento com o meio ambiente e denunciar situações e apontar responsabilidades que dizem respeito a problemas  ambientais decorrentes do aquecimento global.

Somos convocados a dar uma resposta urgente e eficaz, através de atitudes coerentes com os valores do evangelho, buscando a restauração do nosso planeta, para que a vida possa desabrochar conforme os planos de Deus.

“Devemos aquecer o mundo com amor, justiça, verdade e com honestidade. Valores sagrados de Deus. Quando nos afastamos da fonte do amor e da vida, acontece o inverso, o aquecimento global que é a destruição não só da vida humana, mas de toda a OBRA de DEUS”. (Pe.Dalvino A. Junior)                                                                                                                                                                                                                Bertha Vieira Freire

FRATERNIDADE E VIDA NO PLANETA – “A CRIAÇÃO GEME EM DORES DE PARTO” (Rom.8,22).

“Deus criou, conserva e governa o universo… regendo-o com amor”. Pe. Kentenich 

Deus, em sua infinita bondade, presenteou-nos um planeta maravilhoso, com tudo o que é necessário para nossa sobrevivência e felicidade, em nossa busca pela Felicidade Plena.

O amor de Deus para conosco não conhece limites. Mesmo onipotente deseja nossa cooperação como protagonistas da História da Criação.

Desta maneira, com essa responsabilidade, valorizamos melhor o Planeta que habitamos, usando os talentos que recebemos para protegê-lo e impedi-lo de agonizar.

Deus, com amor e por amor, colocou à nossa disposição o Planeta terra para que nele encontrássemos “um berço de aconchego e vida”.

Com nossa atitude de amor e gratidão ao Planeta, poderemos despertar em nossas famílias e em pessoas com as quais nos relacionamos, esses mesmos sentimentos devidos a ele. Conscientes da importância da proteção ambiental e evitando que a natureza seja poluída, depredada pelo descuido de uns, demolida e arrasada pela ambição de outros, enfim impedida de desenvolver toda a sua potencialidade, agiremos conforme os desígnios divinos.

Nosso planeta não é propriedade particular de ambiciosos ou políticos, porém um presente divino para toda a humanidade, a grande família doas Filhos de Deus.

Aceitemos essa dádiva com gratidão e retribuamos com nosso esforço e dedicação, a fim de que o Planeta Terra jamais deixe de ser o “Planeta Azul” assim como, deslumbrado exclamou Yuri Gagarin, há 50 anos passados.

Respeitemos o Planeta Terra em sua diversidade. Deixemos que todos os seres que o compõem se desenvolvam organicamente, obedecendo às Leis da Criação, independente de vontades ou interesses.

Que os valores cristãos impressos em nossos corações sejam a bússola que oriente nossas decisões.

Lutemos para que a natureza não seja impedida de desempenhar a sua parte, isto é, sua missão de geradora de vida e vida em abundância.

Maria Aparecida Perez Rizzo

A NATUREZA GEME EM DORES DE PARTO PELA VIDA DO PLANETA!

A natureza geme agredida, desprezada e descuidada, parece casa de ninguém. Por parecer sem dono, não nos preocupamos com ela. Deixamos de ser sensíveis com uma planta que morre ou que é arrancada, com um alimento que é contaminado, com um peso que é adulterado… Fechamos os olhos e passamos adiante…

Geme em dores de parto, porque necessita dar a luz a um novo planeta, não mais o terreno do vizinho, não mais a nação dos políticos, o território das dioceses, é a nossa casa, é o nosso planeta!

São grandes as dores, são doloridas as marcas de anos de isolamento onde a erva daninha do egoísmo, da causa própria, do lucro, do êxito e do prazer fizeram muita escola.

Vejo como nossa missão, missão de cada ser humano, sobretudo de cada mulher, gerar e dar vida a este novo planeta, novo mundo, que abrigue o novo tipo de homem e que tenha para ele “as melhores fraldas”, sem desperdícios, sem omissões.

O cristão sabe (…) “que as coisas deste mundo não têm apenas um valor próprio, mas também um valor simbólico: todas elas são pequenos profetas de Deus que, por incumbência divina, nos anunciam a boa nova e nos revelam seus atributos e intenções, para assim inflamar-nos de um grande amor a Deus”. Pe.  José Kentenich

                                                                                                                                                                                                                             Eliana  A. Soncin 

COMO MELHORAR A VIDA DO PLANETA?

Uma pergunta que envolve tantos aspectos e que é difícil de ser respondida. 

Temos tantas realidades que fogem ao nosso alcance. Não podemos certamente mudar o mundo como um todo, mas podemos mudar o mundo ao nosso redor.

Sabemos que tudo o que de grande aconteceu até hoje em termos de iniciativa, teve o seu começo com pequenas atitudes. Atitudes de amor. Quando nos unimos tudo fica melhor. Há um processo de transformação que envolve os corações como se fosse algo mágico. O amor ao planeta incluiria atitudes concretas com determinados objetivos. As atitudes concretas dependem de cada um, da sua vontade e decisão.

O objetivo principal, ao querermos salvar a vida do planeta, visa preservar a qualidade de vida para as futuras gerações.

EU FAÇO A MINHA PARTE

Podemos tomar algumas atitudes: reciclar tudo o que for possível; doar aquilo que pode ser reaproveitado por alguém; cuidar muito bem dos bens materiais, para tenham o máximo de durabilidade; produzir sempre coisas duráveis e não descartáveis; economizar água; economizar energia elétrica.

São atitudes simples que devem vir recheadas de amor. Amor a alguém que não conhecerei, que são aqueles que viverão num futuro distante, mas que também são meus irmãos em Cristo.

Pe. José Kentenich dizia que “o homem moderno tem o seu campo visual limitado”. O que quer dizer isso? Que muitos de nós não enxergamos a realidade do nosso tempo. Estamos absurdamente cegos! As pessoas mais influentes não estão vendo essa realidade de um futuro incerto para as novas gerações e muitos não se envolvem com essa questão. Mas (…) “como homens modernos, precisamos novamente de uma visão geral reflexiva das verdades, pois tudo está tão disperso que muitas vezes não sabemos onde é preciso colocar cada pedra do edifício.”  Pe.José Kentenich

O importante é que façamos a nossa parte, aquilo que Deus espera de nós e tenhamos alegria de sermos sementes de um novo pensar humano, sermos um pequeno gérmen da Civilização do Amor.

Fátima Gabrielli

MANIFESTO DE UM RIO


Humano, ouça

meu grito de alerta,

que se faz necessário,

no momento.

É um gemido

brotado das entranhas,

para despertar e aflorar

reflexões e sentimentos.

Você, homem insensato,

explorador e predador,

com o que virá, nem sonha.

Você me represa,

muda meu curso,

despreza-me,

agride-me,

extraindo areia,

produzindo tijolos,

cavando a terra

que me margeia…

Isto tem um custo!

Um dia, amigo,

serei apenas lama

e você se extinguirá comigo,

sem este porto,

sem este abrigo,

sem esperança…

Antes que seja tarde,

ouça minha voz

que o conclama:-  Salve-me!

Tire-me do abandono,

refloreste minhas margens

(molduras protetoras)!

Guarde as armas devastadoras,

que desnudam minha roupagem.

Contenha-se!

Preserve um pouco de mim,

reservando-me para seus netos.

Não lhes propicie um futuro incerto,

deixando-lhes como legado

uma paisagem de deserto.

Não me mate!

Sua vida à minha está atrelada.

Sou seu princípio,

seu meio ou seu fim…

Assinado: Rio Jaguari.

(Em nome de todos os rios que agonizam por aí:

(influentes), afluentes e afins… )

Candida Papini

Rio Jaguari – Salto de Cima – Extrema/MG        (foto Antonio D. Pim)


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Responses

  1. LINDO!!! Parabéns queridas Irmãs, por tão bela matéria.
    Precisamos despertar as pessoas para a importância desse tema.
    A quaresma acabou…mas a luta deve continuar, em ações que devem nos
    acompanhar por toda a vida.
    Como a amar a Deus…sem amar e respeitar meu irmão?
    Como amar a Deus…sem amar e respeitar a casa que ele nos presenteou?
    Nosso planeta terra é lindo…criação de Deus para nós, se ela perece nós também pereceremos.
    Que futuro e que planeta deixaremos aos nossos filhos???? Depende de cada um de nós.

    • A matéria está belíssima!
      O leitor se sensibiliza ao refletir sobre a mensagem de cada texto.
      A mãe natureza necessita de respeito. Se cada um de nós valorizarmos os pequenos atos necessários para a sobrevivência de nosso planeta, estaremos gerando a vida.

  2. Linda iniciativa! oportuna, importante! Sinal de mulheres conscientes da realidade e da responsabilidade de cada um. Reflexo de corações cheios de amor a Deus e a toda sua Obra! Filhas de Deus que, por amor , sofrem e se preocupam com o destino de cada irmão, cada irmã, que hoje vive e que no futuro viverão. Que Deus abençoe esse trabalho, essas irmãs, e que muitos tenham a oportunidade de ler, refletir, e agir, a partir desse material.


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