Publicado por: União das Mães | 12/02/2011

II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida

Entre os dias 3 e 6 de novembro de 2011, o Mosteiro de São Bento em São Paulo/SP sediou o II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida, organizado pela entidade pró-vida Human Life International.

O Congresso reuniu lideranças pró-vida do Brasil e do exterior, com objetivos de compartilhar experiências sobre a defesa da vida no Brasil e no mundo, aprofundar aspectos concernentes à defesa da vida humana e à defesa da família, informar sobre as inúmeras pressões exercidas contra a dignidade da pessoa humana e suscitar reflexão nos convidados e promover o diálogo entre as diversas entidades e associações existentes que trabalham em prol da Família.

Entre os inúmeros palestrantes, destacamos:

Fr. Shenan Boquet – Presidente da Human Life International

Afirmou: “Essa realidade tem que nos desconfortar. Ser sacerdote é ‘contraculturar’, não para ser contra, simplesmente, mas para sermos pregadores autênticos do Evangelho. Temos que discernir, escolher o que é certo e dizer ao mundo o que é a mensagem da vida”.

Pe. Juan Carlos Chávez Aguilar: Sacerdote diocesano equatoriano, nasceu em Tulcán, em 21 de dezembro de 1964. Ordenou-se no Seminário Maior Francisco Xavier de Garaycoa, na cidade de Guayaquil. Formado em Roma em Teologia Moral, começou seu serviço eclesiástico como pároco de San Jose de San Gabriel, exercendo grande atividade pastoral. 

Destaca que pastoral da Vida é necessária para Igreja. 

“O núcleo do Evangelho da Vida é o anúncio de um Deus vivo e próximo, que chama a uma profunda comunhão com Ele e nos abre para a esperança segura da vida”, ressaltou o sacerdote.

“Por isso, é preciso reforçar a formação da consciência moral dos fiéis, baseada na Lei de Deus e na Doutrina da Igreja. Para o relativismo moral, precisamos de argumentos sólidos e claros. Nossos fiéis não querem nem opiniões, nem ambiguidades, querem certezas, querem a verdade”, afirmou Padre Juan Carlos.

Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz – Presidente do Pró-Vida de Anápolis/ GO. 

O presidente do Pró-Vida de Anápolis (GO), Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, abordou o tema “Linguagem: unidade conceitual na defesa da vida”. Falou sobre linguagem pró-vida.

“Todo o mundo se servia de uma mesma língua e das mesmas palavras” (Gn 11,1). A confusão das línguas em Babel impossibilitou a construção da torre. Jesus veio para restaurar a unidade perdida pelo pecado: “que todos sejam um” (Jo 17,21.) disse ele em sua oração sacerdotal.

“Para a eficácia na luta em defesa da vida, não bastam as boas intenções. Todos devem ter conceitos claros das ideias que defendem e usar termos corretos para defendê-las. O emprego de uma única linguagem pró-vida é essencial para a nossa vitória”.

Conclusão – O Caminho: Este congresso internacional versa sobre a Verdade e a Vida. De fato, para defender a vida, deve-se usar a arma da verdade. Expressar-se de maneira verdadeira e correta foi o objeto da presente conferência. No entanto falta algo a ser acrescentado à verdade e à vida. Aquele que disse “eu sou a Verdade e a Vida” disse antes “eu sou o Caminho”(Jo 14,6). Ninguém vai ao Pai senão por ele. É sobre ele que devemos debruçar-nos se quisermos entender quem é o homem. Ele desvenda o mistério de quem somos, pois “fez-se carne, habitou entre nós” (Jo 1,14) e fez-se em tudo semelhante a nós, menos no pecado (cf. Hb 4,15).

A tese de doutorado em Bioética que estou escrevendo tem por tema “A alma do embrião humano: o fundamento ontológico de sua dignidade de pessoa”. Rogo orações por essa tese, em cuja elaboração estou encontrando grande dificuldade. Desejo, com este trabalho, honrar o embrião Jesus no ventre da Santíssima Virgem e, a partir dele, defender a dignidade de todos os outros embriões humanos.

Minha ordenação sacerdotal se deu no dia 31 de maio, festa da Visitação, onde se deu o encontro de duas mães contendo em seus úteros dois bebês: um deles, João Batista, já com seis meses de vida, capaz de fazer sua mãe Isabel perceber seus movimentos; o outro, Jesus, um embrião ainda informe, “pré-implantatório”, sem estria primitiva e sem coração pulsando, mas já capaz de operar seu primeiro milagre ainda no ventre de Maria. Esse milagre foi a santificação de João no ventre de Isabel.

Rogo humilde e insistentemente a todos vocês que orem por esta tese, que pretendo escrever unicamente para a glória de Deus e a defesa dos pequeninos, que são por Ele preferidos. Entreguei esta empresa nas mãos de Maria Santíssima. Como foi por meio dela que Jesus fez seu primeiro milagre, ainda em estágio embrionário, desejo que seja também por ela que eu possa defender seu Filho e todos os outros que são chamados à filiação divina.

Monsenhor Juan Claudio Sanahuja

É jornalista pela Universidade de Navarra, na Espanha, e doutor em Teologia pela mesma instituição. Também é membro correspondente da Pontifícia Academia para a Vida e vice-assessor do Consórcio de Médicos Católicos de Buenos Aires. Autor de “El desarrollo sustentable. La nueva ética internacional” – (O desenvolvimento sustentável. A nova ética internacional).

Abordou o tema “Poder Global e Religião Universal” em uma das palestras. Substituir a religião cristã por um relativismo ético. Essa é a proposta de fundo da “religião universal”, impulsionada por grupos ideológicos de diversos segmentos sociais.

 Em entrevista a noticias.cancaonova.com, à pergunta: De que forma funcionam essas estratégias de estabelecimento de um poder global e religião universal, respondeu: É algo fabricado pelos mesmos lobbys antivida, porque precisam transformar a cultura dos países cristãos, a fim de que a  mensagem antivida possa ser aceita nesses países. Para isso, precisam “trocar” as crenças dos povos cristãos, especialmente católicos (…)

Justamente estes projetos de nova ética internacional baseiam-se no relativismo ético. Portanto, os documentos do Magistério que afirmam verdades imutáveis  são rechaçados por esses projetos. E querem inculcar isso no povo cristão e católico (…) 

Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior – Pertence ao clero da Arquidiocese de Cuiabá (Mato Grosso – Brasil) e, desde 1996, é reitor do Seminário Cristo Rei, de Cuiabá.Nasceu no dia 7 de novembro de 1967 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II. É bacharel em teologia e mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Atualmente, leciona nos cursos de Filosofia e Teologia. Desde 2002, a Santa Sé o nomeou membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat), da Congregação para o Clero. Mantém o site http://www.padrepauloricardo.org, no qual disponibiliza aulas, palestras, homilias, textos e análises.

Ele encerrou o Congresso com uma palestra, abordando o tema “Marxismo Cultural”. Sua palestra foi também muito interessante. Mostrou-nos que o marxismo faz com que a pessoa perca a fé e não se dê conta disso, porque não acredita na existência de Deus. É uma perda lenta e gradual.

Lutero disse: “O homem por sua natureza decaída, ele não quer que Deus seja Deus, ele quer ser Deus”. Todos somos pecadores e idólatras, pois colocamos criaturas no lugar de Deus.

A mentalidade marxista está pairando sobre o mundo, influenciando a guerra cultural… Não podemos resolver tudo em cinco dias e voltar atrás, mas para evitar a nossa derrota, precisamos fazer conversões corpo a corpo… Assim como o Papa, devemos nos preocupar com a nova geração do futuro, os jovens. 

O Congresso contou ainda com a participação de ilustres palestrantes que batalham na defesa da vida como:

– Matthew Cullinan Hoffman – Correspondente da América Latina da agência LifeSiteNews.com e as suas versões em português e espanhol e Notícias Pro-Familia e Notifam.

– Jorge Scala – Advogado graduado pela Universidade Nacional de Córdoba (República Argentina); Membro da Organização Internacional para o Desenvolvimento da Liberdade de Ensino (OIDEL), com Estatuto Consultivo ante o ECOSOC (Categoria III), UNESCO e OEA, desde 1988; Coordenador das Associações Unidas por um Mundo Melhor. Professor de Bioética no Programa de Mestrado em Desenvolvimento Humano da Universidade Livre Internacional das Américas (ULIA). Autor de vários livros.

– Raymond de Souza – Diretor de programações para os países de língua portuguesa da associação Human Life International, sediada nos Estados Unidos (http://vida-humana.org). Já fez mais de 3.000 palestras sobre temas pró-vida e de apologética católica pessoalmente, bem como em emissoras de rádio e televisão.

– Mario Rojas – Nasceu na Bolívia. Desde julho de 2009, atua como o novo diretor de Coordenação Latino-Americana da Human Life International.

O presidente do Congresso, professor Felipe Nery

O Congresso contou com a participação de oito bispos e um grupo de mais de cento e quarenta sacerdotes, seminaristas e religiosos de várias partes do Brasil e cerca de trezentos e cinquenta leigos. Fonte: ( Zenit )

O prof. Felipe Nery, organizador do Congresso, representante para o Brasil da Human Life International, diretor do colégio de S. Bento de S. Paulo afirmou em entrevista exclusiva ao zenit, ao final do evento que a novidade desse Congresso foi ter realizado “pela primeira vez em território brasileiro, uma reunião de reflexão de temas tão polêmicos, e com palestrantes tão capacitados e diversificados”.

E continuou o professor, “nosso desejo é que as pessoas saibam, conheçam, estudem e tenham o direito de entender as coisas assim como elas são”.

Finalizando, o professor Felipe mostrou o seu desejo de que as pessoas que participaram desse congresso possam se unir numa rede internacional para a defesa da vida.

DECLARAÇÃO FINAL DO II CONGRESSO INTERNACIONAL PELA VERDADE E PELA VIDA  – Na declaração final, entre as conclusões importantes, e que servirão para uma ação pastoral na linha da defesa da vida, podemos citar:

– intensificar nosso trabalho como Igreja, no campo da defesa da vida e da promoção da família; ressalte-se o trabalho de muitos grupos pró-vida, que desenvolvem ações louváveis de esclarecimento e instauração da cultura da vida;

– a necessidade de uma melhor formação e mais informações sobre as circunstâncias atuais das práticas perversas de muitos organismos transnacionais que influenciam nossos governos para implantar políticas contrárias à cultura da vida e da família;

– criar uma rede informativa que contribua para uma maior difusão de estratégias e iniciativas a favor da vida e da formação católica do nosso povo; incluir dentro da formação inicial e permanente do clero os temas relativos à defesa da vida e da família; exigir dos seus representantes parlamentares que trabalhem efetivamente para a aprovação do Estatuto do Nascituro reconhecendo-o como pessoa desde a fecundação, garantindo-lhe assim todos os seus direitos.     Fonte: noticias.cancaonova.com

Participantes do Congresso em frente do Mosteiro São Bento/SP, após a Santa Missa.

PARTICIPAÇÃO DA UNIÃO DAS MÃES  DE  SCHOENSTATT NO CONGRESSO

Ana, Candida e Junice

A União das Mães de Schoenstatt esteve presente no II Congresso. Também no I Congresso em Aparecida/SP teve uma participação efetiva. Após o mesmo, foi elaborada uma oração de Súplica em Defesa da Vida e que desde então é rezada pelas mães da União que abraçaram a causa da vida.

NOSSO GESTO CONCRETO: ORAÇÃO SÚPLICA EM DEFESA DA VIDA         

Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”.  ( Jo  10, 10)

Pai, que nos deste a vida como dom de amor, faze-nos compreender que ela deve ser protegida em todas as etapas, desde a concepção – na chegada, até o instante final, na despedida.

Desperta, Pai, nos corações adormecidos, o impulso para o amor, pois só ele une e é força transformadora, capaz de restaurar e gerar o respeito pela  vida.

Que o homem abra o seu coração para o encontro com Cristo, para aceitar a vida como presente divino e transformar sentimentos em gestos concretos de acolhida.

Maria, que sempre estiveste ao lado de teu Divino Filho, Jesus, ajuda-nos também, como Mãe e educadora, não nos deixando esquecer que a vida é um direito inalienável de toda criatura.       Amém!

“Maria, a vós confiamos a causa da vida”. João Paulo II, Evangelium Vitae               

Com aprovação eclesiástica.


O Congresso nos presenteou dois dias de muita informação e foi da maior relevância para quem abraçou a causa da defesa da vida. Ficou claro que o principal objetivo desse Congresso foi o de afirmar um sério compromisso pela “cultura da vida“.

Para encerrar esse importante evento, o Pe. Shenan J. Boquet, Presidente da Human Life International – EUA, deu de presente ao Profº Felipe Nery, organizador do Congresso, representante no Brasil da Human Life International e diretor do Colégio de São Bento de São Paulo, uma moeda da Croácia onde foi cunhado um embrião, mostrando que o governo desse país defende a vida. Assim também quer que um dia o nosso pais realize um ato semelhante para mostrar a todo mundo que está a favor da vida.

“Este horizonte de luzes e sombras deve tornar-nos, a todos, plenamente conscientes de que nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a “cultura da morte” e a “cultura da vida”. Encontramo-nos não só “diante”, mas necessariamente “no meio” de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida.”    

João Paulo II, Evangelium vitae, pt. 28


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Responses

  1. Parabéns pela sintese do evento e pelo empenho em favor da vida! Que Jesus em gestaçao no ventre de Maria prepare bem cada coração para receber a sua vida na Noite Santa.

  2. Gostei muito de conhecer o teor do II Congresso Internacional pela Verdade e pela Vida. O evento, onde reuniu lideranças pró-vida do Brasil e do exterior, ao compartilhar experiências sobre a defesa da vida e da família, nos fez refletir sobre nosso compromisso com esse tema.
    Neste tempo em que antecede a comemoração do nascimento de Jesus, o Congresso foi um momento importante para continuar despertando em cada um o respeito e a cultura pela vida.

  3. Que ótimo poder receber essas informações através de vocês!
    Um tema tão importante, num acontecimento também importante, internacional, e tão relacionado com o nosso trabalho pela defesa da vida.
    As conclusões desse congresso deveriam mesmo ser divulgadas amplamente, para que muitos possam tomar conhecimento da importância da VIDA!
    Mais uma vez, obrigada União das Mães!


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